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Technology + Art + Life
Fado do Estudante
Vasco Santana
Que negra sina ver-me assim, Que sorte vil, degradante... Ai que saudades eu sinto em mim, do meu viver de estudante.
Nesse fugaz tempo de amor que do rapaz é o melhor era um audaz conquistador das raparigas. De capa ao ar cabeça ao léu, só para amar vivia eu, sem me ralar e tudo o mais eram cantigas.
Nenhuma delas me prendeu, deixá-las eu?! era canja... Até ao dia em que apareceu essa traidora de franja...
Sempre a tenir sem um tostão Batina a abrir por um rasgão Botas a rir, um bengalão e ar descarado. A vadiar com outros mais ia dançar para os arraiais para namorar, beber folgar, cantar o fado.
Recordo agora com saudade os calhamaços que eu lia os professores da faculdade e a mesa de anatomia...
Invoco em mim recordações Que não tem fim dessas lições Frente ao jardim do velho Campo de Santana. Aulas que eu dava e se eu estudasse, onde ainda estava nessa classe, e a que eu faltava sete dias por semana.
O Fado é toda a minha fé embala, encanta e enebria pois chega a ser bonito até na Radio-telefonia.
Quando é tocado com calor bem atirado e a rigor é belo o fado, ninguém há quem lhe resista. É a canção mais popular, tem emoção faz-nos vibrar, E eis a razão por ser Doutor e ser fadista.